Do outro lado da rua todo um passado. Regina sabe do perigo e da quantidade de pessoas e encrencas que podem passar por ali.
Pede uma Coca, pega um cigarro e senta, espera a única pessoa que importa ali. Mas tantas outras podem passar por aquele lugar...
De repente, passa ela. É. Aquela pra quem Regina pediu desculpas, aceitou desculpas e nada se resolveu. Regina está ali esperando outra pessoa, que poderia ter chegado antes, mas... Ela apareceu antes. Vamos lá, respira fundo.
Em um milésimo de segundo, nem tão pequeno assim, várias coisas passaram pela cabeça da Regina:
- Levantar da cadeira, abaixar a calça e mostrar a bunda;
- Correr até o outro lado da rua sem olhar pros lados e dar um abraço e dizer "caramba... apesar de ódio, mágoa e receio, sinto sua falta";
- Gritar dali mesmo: "Filadaputa, corre que eu vou te socar!"
- Dar um singelo "Oi!", acenando com as mãos, um sorrizinho amarelo;
- Encarar cada passo sem emitir qualquer tipo de sentimento;
- Ignorar.
Regina escolheu ignorar, claro.Mas a real questão é: Será que era isso que deveria ser feito?
Anyway, o que aconteceu hoje foi a prova de que as pessoas são incapazes de manter sinceridade e não acreditam em futuro. Foi a prova de que as coisas acabam mais rápido do que começam e certos sentimentos não voltam.
Foi um alívio. Arquivo esvaziado da lixeira. Um desconhecido íntimo. Uma breve lembrança. Uma eterna mágoa.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
A noite em que Regina quis sair
Levemente embreagada, escutando The Cure, Regina quis sair. Qualquer canto, qualquer lugar, com qualquer pessoa. Algumas tentativas, mas quem vai querer sair de domingo a noite??? (Regina acredita que ela é o único ser humano que não trabalha de segunda e adora domingos fora de casa). Mas uma em especial fez lembrar não só o quanto The Cure é especial, mas o quanto sair e se divertir é bom. Ligar? Pra quê? Mais uma vez vão pensar coisas erradas sobre histórias certas.
Fica em casa, coloca o pijama da Malwee (presente da madrinha, se ela não se engana de 20 anos) e espera mais um dia acabar. Lembra do ensaio da sua banda, dos planos feitos, da tarde de domingo que sempre é divertida quando entra no estúdio quente e aguenta o peso da guitarra e do baixo durante algumas horas. Cerveja, cigarros, amigos e planos. Rock 'n Roll.
"I'm coming to find you if it takes me all night
Can't stand here like this anymore
For always and ever and always for you
Wanted to perfect like before
Oh, I want to change it all
Oh, I want to change"
Fica em casa, coloca o pijama da Malwee (presente da madrinha, se ela não se engana de 20 anos) e espera mais um dia acabar. Lembra do ensaio da sua banda, dos planos feitos, da tarde de domingo que sempre é divertida quando entra no estúdio quente e aguenta o peso da guitarra e do baixo durante algumas horas. Cerveja, cigarros, amigos e planos. Rock 'n Roll.
"I'm coming to find you if it takes me all night
Can't stand here like this anymore
For always and ever and always for you
Wanted to perfect like before
Oh, I want to change it all
Oh, I want to change"
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Dos 16 aos 22.
Quando Regina tinha seus 16 anos, ela era totalmente Marxista. Nossa... A luta de classes, a concretização do socialismo (o interesse da sociedade e não o particular) e blá blá blá... Ontem, definitivamente, ela percebeu que isso poderia ter sido um ideal da sua "pseudo-política-adolescência". Uau!As pessoas mudam numa fila de loja de roupas caras, com várias mercadorias na mão e muito dinheiro na carteira.Ela parava em frente a cada estante de peça de roupas e escolhia sem ver preço, sem se preocupar. Ter dinheiro, ter vontades, ter amigos ali acompanhando. Pra ela, foi algo como "estou me sentindo mais velha, comprando minhas coisas, gastando meu dinheiro".
O que importa é que ela está nos momentos mais estranhos e bons da sua vida, se não fossem os sonhos com as pessoas que a deixam cada vez mais confusa, a falta que ela sente ou a decepção.
Até o som que Regina escuta tá diferente. Amy Winehouse. Ô vozeirão!
O que importa é que ela está nos momentos mais estranhos e bons da sua vida, se não fossem os sonhos com as pessoas que a deixam cada vez mais confusa, a falta que ela sente ou a decepção.
Até o som que Regina escuta tá diferente. Amy Winehouse. Ô vozeirão!
sábado, 8 de setembro de 2007
é.
saudade
do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar
s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;
Bot.,
nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;
(no pl. ) cumprimentos.
do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar
s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;
Bot.,
nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;
(no pl. ) cumprimentos.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
E ela nunca fica satisfeita...
... mas se sente aliviada.
Regina tomou todas atitudes, agora senta, abre o livro e lê o capítulo que fala sobre o quanto as pessoas são vazias. Em alguns capítulos, o livro descreve a saudade com uma perfeição que Regina sente a suavidade do sentimento na pele. Suave e amargo. Liberdade, fuga, desespero.
E por enquanto a vida vai rolando, coisas boas acontecendo e o cigarro indo embora de sua vida (será que ela consegue?).
Livro: The Hours, Michael Cunningham
Regina tomou todas atitudes, agora senta, abre o livro e lê o capítulo que fala sobre o quanto as pessoas são vazias. Em alguns capítulos, o livro descreve a saudade com uma perfeição que Regina sente a suavidade do sentimento na pele. Suave e amargo. Liberdade, fuga, desespero.
E por enquanto a vida vai rolando, coisas boas acontecendo e o cigarro indo embora de sua vida (será que ela consegue?).
Livro: The Hours, Michael Cunningham
domingo, 2 de setembro de 2007
Lov.E
Regina nunca mais pisa nessa balada terrível. Foi só o efeito das mais de 20 latas de cerveja e das garrafas de Jurupinga e Caipiroska de Frutas Vermelhas da Smirnoff (muito boa por sinal) passar que ela percebeu que foi pra uma balada que só tinha gente feia, o som era pavoroso e ela estava rodeada de putas de luxo.
Não adianta, Regina sabe que o lugar mais legal do mundo chama-se DJ CLUB.
Não adianta, Regina sabe que o lugar mais legal do mundo chama-se DJ CLUB.
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