terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vontade

... de tomar chuva.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

That Joke Isn't Funny Anymore

Uma vontade louca de fugir. Dezembro tá chegando, Regina não sabe o que vai decidir.
Sexta-feira ela queria morrer. Sábado ela queria matar. Domingo sobrou pro seu estômago. Dores, dores e mais dores.
Desliga o celular, se enrola na cama, liga o som. Pensa nas pessoas que gosta, nas que ela sabe que estariam do seu lado sempre, mesmo que ela estivesse lá do outro lado do mapa.
Essa realidade fica cada vez mais perto, as idéias não param de brotar e a coragem chega a pulsar.
Mais uma vez um ponto de interrogação nasce e parece que vai ficar permanente até a hora X da decisão.

Ui! Que meda.

BeijomeligaReginatchau.

Ps.: Pequenos detalhes fazem uma imensa diferença.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Confiança

Em cerca de três dias Regina entendeu mais que perfeitamente o sentido dessa palavra em dois pontos extremamente importantes da vida: trabalho e amizade.

É como respirar aquela maresia do litoral.

Por mais que no trabalho dê tudo errado, ela sabe que o que vale é sempre isso, receber um telefonema e perceber que você é mais um braço direito.

Na amizade... Eterno carinho, uma vontade imensa de dar a própria vida pra resolver tudo.

domingo, 7 de outubro de 2007

Ela tinha certeza que ia ser uma bosta.

Sorte que ela estava errada. Em tudo.

De repente o sorriso vem, espontâneo, meio bobo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Finalmente.

Regina se sente extranhamente bem. Passado todo o caos, stress, trabalho(s)... Ela finalmente respira. Bem.

Ela pensa se tem motivo, até tem, ok. Mas já que algumas coisas que ela sente e pensa são insignificantes, porque insistir em se preocupar?

Uma boa banda, uma boa música, um bom dia. Pra ela, pra elas, pra eles e pra todos vocês.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

10 segundos em algumas linhas.

Do outro lado da rua todo um passado. Regina sabe do perigo e da quantidade de pessoas e encrencas que podem passar por ali.
Pede uma Coca, pega um cigarro e senta, espera a única pessoa que importa ali. Mas tantas outras podem passar por aquele lugar...
De repente, passa ela. É. Aquela pra quem Regina pediu desculpas, aceitou desculpas e nada se resolveu. Regina está ali esperando outra pessoa, que poderia ter chegado antes, mas... Ela apareceu antes. Vamos lá, respira fundo.

Em um milésimo de segundo, nem tão pequeno assim, várias coisas passaram pela cabeça da Regina:
- Levantar da cadeira, abaixar a calça e mostrar a bunda;
- Correr até o outro lado da rua sem olhar pros lados e dar um abraço e dizer "caramba... apesar de ódio, mágoa e receio, sinto sua falta";
- Gritar dali mesmo: "Filadaputa, corre que eu vou te socar!"
- Dar um singelo "Oi!", acenando com as mãos, um sorrizinho amarelo;
- Encarar cada passo sem emitir qualquer tipo de sentimento;
- Ignorar.

Regina escolheu ignorar, claro.Mas a real questão é: Será que era isso que deveria ser feito?

Anyway, o que aconteceu hoje foi a prova de que as pessoas são incapazes de manter sinceridade e não acreditam em futuro. Foi a prova de que as coisas acabam mais rápido do que começam e certos sentimentos não voltam.

Foi um alívio. Arquivo esvaziado da lixeira. Um desconhecido íntimo. Uma breve lembrança. Uma eterna mágoa.

domingo, 23 de setembro de 2007

A noite em que Regina quis sair

Levemente embreagada, escutando The Cure, Regina quis sair. Qualquer canto, qualquer lugar, com qualquer pessoa. Algumas tentativas, mas quem vai querer sair de domingo a noite??? (Regina acredita que ela é o único ser humano que não trabalha de segunda e adora domingos fora de casa). Mas uma em especial fez lembrar não só o quanto The Cure é especial, mas o quanto sair e se divertir é bom. Ligar? Pra quê? Mais uma vez vão pensar coisas erradas sobre histórias certas.
Fica em casa, coloca o pijama da Malwee (presente da madrinha, se ela não se engana de 20 anos) e espera mais um dia acabar. Lembra do ensaio da sua banda, dos planos feitos, da tarde de domingo que sempre é divertida quando entra no estúdio quente e aguenta o peso da guitarra e do baixo durante algumas horas. Cerveja, cigarros, amigos e planos. Rock 'n Roll.


"I'm coming to find you if it takes me all night
Can't stand here like this anymore
For always and ever and always for you
Wanted to perfect like before

Oh, I want to change it all
Oh, I want to change"

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Dos 16 aos 22.

Quando Regina tinha seus 16 anos, ela era totalmente Marxista. Nossa... A luta de classes, a concretização do socialismo (o interesse da sociedade e não o particular) e blá blá blá... Ontem, definitivamente, ela percebeu que isso poderia ter sido um ideal da sua "pseudo-política-adolescência". Uau!As pessoas mudam numa fila de loja de roupas caras, com várias mercadorias na mão e muito dinheiro na carteira.Ela parava em frente a cada estante de peça de roupas e escolhia sem ver preço, sem se preocupar. Ter dinheiro, ter vontades, ter amigos ali acompanhando. Pra ela, foi algo como "estou me sentindo mais velha, comprando minhas coisas, gastando meu dinheiro".

O que importa é que ela está nos momentos mais estranhos e bons da sua vida, se não fossem os sonhos com as pessoas que a deixam cada vez mais confusa, a falta que ela sente ou a decepção.



E a vida continua uma festa!











Até o som que Regina escuta tá diferente. Amy Winehouse. Ô vozeirão!

sábado, 8 de setembro de 2007

é.

saudade

do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;

Bot.,
nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;
(no pl. ) cumprimentos.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

E ela nunca fica satisfeita...

... mas se sente aliviada.

Regina tomou todas atitudes, agora senta, abre o livro e lê o capítulo que fala sobre o quanto as pessoas são vazias. Em alguns capítulos, o livro descreve a saudade com uma perfeição que Regina sente a suavidade do sentimento na pele. Suave e amargo. Liberdade, fuga, desespero.

E por enquanto a vida vai rolando, coisas boas acontecendo e o cigarro indo embora de sua vida (será que ela consegue?).

Livro: The Hours, Michael Cunningham

domingo, 2 de setembro de 2007

Lov.E

Regina nunca mais pisa nessa balada terrível. Foi só o efeito das mais de 20 latas de cerveja e das garrafas de Jurupinga e Caipiroska de Frutas Vermelhas da Smirnoff (muito boa por sinal) passar que ela percebeu que foi pra uma balada que só tinha gente feia, o som era pavoroso e ela estava rodeada de putas de luxo.

Não adianta, Regina sabe que o lugar mais legal do mundo chama-se DJ CLUB.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sempre chega a hora...


... em que a Regina tem que escolher.

Ela escolheu. Escolheu por algo em que realmente acredita. Mas... você acredita também?


Regina sempre teve certeza do que queria, mas por um instante as pessoas convenceram ela de que na realidade ela era a mais perdida de todas. Mas uma certeza ela ainda tem: tudo parece inconstante.

Algumas coisas na vida não precisam de afirmações, nem de palavras, nem de atos. São as certezas que a gente já têm, já são naturais. O amor, o carinho. Por exemplo, amor de mãe! Sua mãe não precisa provar pra você que te ama, ela ama e ponto.

A questão é acreditar. Ser honesto com você mesmo e com as pessoas que são honestas com você. As pessoas duvidam disso. Regina não gosta. Todos tentam dar conselhos. Qual o melhor conselho que você daria?

Regina acredita no amor. Regina acredita no presente. Regina sabe que o futuro é uma desculpa escrota pros atos do presente. Regina acredita nas pessoas.

O sol não apareceu hoje, Regina desce a escada, esfrega os olhos. O café ainda está quente, o cigarro acabou. Problema... Ela fecha os olhos, inclina a cabeça e lembra do abraço com a vista mais perfeita que já viu. Aquela janela gigante, as cadeiras... O sorriso mais sincero. De repente ela abre os olhos e escuta o riso irônico da vida.

domingo, 26 de agosto de 2007

Quando uma luz verde faz muita diferença na sua vida

Sexta, por volta de 8 horas da noite. Num apartamente da rua Cardeal Arcoverde, Regina está sentada esperando os minutos passarem como se mais nada importasse. Algum vídeo estranho de vídeo-game rola na TV, o cigarro de creme (seu vício) queima, a vista pra Av. Rebouças é a mais incrível e finalmente o relógio colabora. Regina chega ao local do show, e logo senta no buteco. Alguns amigos, brincadeiras, cervejas, risadas e surpresas. OK, Regina irá fazer show com suas bandas (duas, sim) e todo mundo estaria presente, mas todo mundo mesmo? É... Duas ou três pessoas ela acreditava que não iriam, e foram! Seu coração batia e a vontade de abraçar o mundo aumentava. Passa o som, passa o tempo. Show, poucas lembranças, a não ser algumas cabeças agitando, algumas pessoas gritando, algumas partes frenéticas onde todos agitam e cantam... Segundo show, frenético igualmente, cabeças, corpos e movimento. Sons cantados com o mesmo poder de hits (somos formadores de hits?) ecoam na pequena casa de show.Regina se sente estranha quando termina o show, ela queria abraçar um por um, e dizer o quanto ela estava feliz por tudo aquilo. E não é que todo mundo foi abraçar a Regina?A noite foi acabando, bebidas acabando, cigarros, conversas... Um noite cheia de surpresas acaba com Regina com seu fiel escudeiro comendo pão-de-queijo as 6 da manhã, e logo após isso ela embarcando em um ônibus para o interior da cidade de São Paulo pra mais um compromisso desses sérios de gente séria.

Regina acredita que a vida é feita de pequenos grandes momentos, grandes dias onde cada pessoa ou cada palavra torna a vida interessante. Pessoas se tornam infelizes do nada, mas também alcançam a felicidade e nem percebem.


Felicidade é um sentimento inconstante, controlar é um dom, um ápice da sorte.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Todo começo é chato, eu sei...

Regina tem falta de sono. Seis horas, três minutos e alguns segundos de segunda-feira e Regina não consegue dormir.Liga o computador, abre a pasta de músicas e escolhe a trilha sonora de mais um blog a ser montado.Ao som de Flaming Lips ela lembra do final de semana e se vale a pena escrever sobre ele. Vale? Arrá! Algumas coisas sim.

No momento mais tenso de sua vida, Regina sabe que o conto de fadas não existe.

Logo Regina terá rosto, terá manias e quem sabe um namorado.

Ficção ou realidade de um mundo complexo onde pessoas viram monstros e monstros viram seus melhores amigos.